O soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Haslley Passos da Silva, preso na última segunda-feira (31) por suspeita de agredir a ex-namorada em Capistrano, no interior do estado, foi solto após audiência de custódia realizada na terça-feira (1º). O juiz Francisco Eduardo Girão Braga, do 3º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias (Quixadá), determinou a liberdade do militar com a aplicação de medidas cautelares.
Na decisão, o magistrado justificou que “a prisão deve ser utilizada como último recurso”, optando por medidas que assegurem a aplicação da lei penal e a condução do processo sem necessidade da prisão preventiva. Entre as restrições impostas ao suspeito estão a proibição de contato com a vítima, de aproximação a menos de 200 metros e a suspensão da posse e do porte de armas de fogo por seis meses.
De acordo com informações da Polícia Militar, Haslley Passos da Silva teria agredido a ex-companheira com socos no rosto e fugido para sua residência em Itapiúna. A PM foi acionada, localizou o suspeito e o encaminhou à Polícia Civil do Ceará (PCCE).
A vítima relatou que tentava terminar o relacionamento há mais de um mês e que decidiu encerrar a relação no último sábado (29). No domingo (30), enquanto estava em um bar com amigos, recebeu ligações insistentes do militar, que acabou indo ao local.
Segundo a jovem, Haslley tentou conversar, mas ela se recusou e deixou o estabelecimento. Ao se aproximar do carro, foi seguida pelo suspeito, que insistiu no diálogo. Diante da recusa, o PM teria dado dois socos em seu rosto e a trancado no veículo. A vítima começou a gritar, chamando a atenção de pessoas próximas, momento em que o policial fugiu. Exames periciais constataram lesões no lábio, no supercílio esquerdo e hematomas no braço.
Poucas horas depois da denúncia, a Polícia Civil indiciou o suspeito por lesão corporal em contexto de violência doméstica e encaminhou o inquérito ao Poder Judiciário.
A Polícia Militar do Ceará afirmou, em nota, que “não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e repudia qualquer ação que vá de encontro aos valores e deveres da corporação”. A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) informou que investiga a conduta do policial no âmbito administrativo.
Defesa do suspeito
Em depoimento, Haslley Passos da Silva negou a agressão e alegou que “apenas se defendeu” de ataques da ex-namorada. O militar confirmou que esteve no bar e acompanhou a vítima até o carro, mas afirmou que foi atacado e que reagiu sem utilizar força física ou arma de fogo. A investigação segue em andamento para apurar o caso.
Fonte de notícias: GCMAIS
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